Com minha experiência de mãe de dois meninos, posso falar um pouco sobre crianças e brinquedos.
Nesta relação eu confesso que já errei muito. Já projetei em compras de brinquedos caros para meu filho mais velho, a vontade que eu tinha de ter brinquedos na minha infância. Tive poucos, e tenho o trauma ridículo da "geração sem Barbie" ( pode rir, é ridículo mesmo!). Além disso, quis compensar a solidão minha e do GUI com brinquedos, sufocando a saudade da família grande que ficou na Bahia. Eu comprava brinquedos para preencher a distância, para preencher a saudade, para substituir amigos. Depois vinha a culpa. A conta. E as prateleiras e caixas cheias.
Isso mudou quando comecei a perceber que os brinquedos não podem substituir nenhuma relação. Que o prazer de brincar não é proporcional ao valor que ele custou. Que nenhuma criança é capaz de brincar com tantos brinquedos e que eu estava ensinando uma relação de consumo, de insegurança e de acumulação muito danosa ao meu filho.
A ficha caiu. Eu mudei.
Hoje só compramos brinquedos até um limite de valor pré-estabelecdo em datas especiais como aniversário, Dia das Crianças e Natal. Ao longo do ano, em algumas situações premiamos nossos filhos com pequenos mimos como jogos educacionais, livros, e brinquedos baratos.
Duas vezes ao ano fazemos uma triagem, separamos brinquedos que não são mais usados e outros que peço a eles para separar e doamos. Em julho, fomos todos a um abrigo de crianças aqui na cidade doá-los. Acho importante as crianças participarem do processo todo, desde o desapego até a entrega.
E uma grandiosa constatação que fiz neste meu processo de cura foi:
Na maioria das vezes não são os brinquedos caros que proporcionam momentos de mais alegria.
Aqui em casa, os melhores momentos são os de brincadeira em conjunto. Com os brinquedos mais simples.
A massinha de modelar garante muita diversão. Dominó de figuras. Revistas de colorir ou desenhos impressos. Quebra cabeças, pega varetas, bolinhas de gude. Blocos de montar, cubos de madeira formando castelos e a imaginação inventando mil estórias.
Temos uma caixa de faz de conta. Dentro dela, vários brinquedos baratinhos comprados em lojas de " 1,99" como: ferramentas, violão, estetoscópio, óculos, fantasias. De repente, eles abrem essa caixa e inventam uma brincadeira. Ontem foram mecânicos consertando carros numa oficina. Hoje serão o que a imaginação alcançar...
Falei deste tema hoje para te convidar a incentivar a imaginação de crianças que não tem a mesma sorte que nossos filhos. Talvez elas nem tenham brinquedos. Mas são crianças, e eles são fundamentais nessa fase.
A Clau Finotti, do
Força de Expressão, é uma fada madrinha que ajuda crianças já a vários anos. Este mês ela faz aniversário e nos convida para uma festa linda. A festa da SOLIDARIEDADE. Ela está arrecadando brinquedos, novos e usados ( bons!) para doar no Dia das Crianças.
Eu conheço a Clau, posso afirmar que é uma pessoa idônea. Para quem mora longe e não quer gastar com frete, pode doar qualquer valor. As informações estão no
Força de Expressão.
Sugetões de brinquedos baratos e legais. Não adianta só ser barato, tem que ser resistente e proporcionar diversão!
Carrinhos hot wheels custam só R$ 4,99 e são praticamente indestrutíveis. Todo menino gosta!
Essa massinha é muito legal. Estimula a criatividade e a coordenação motora e custa R$ 4,99 o pote grande.
Existem marcas mais baratas também, recomendo a da Acrilex que custa R$ 3,70 em papelarias.
Bonecas da Polly por R$ 9,99.
E tem muitos outros. Em lojas de "1,99" existem muitas opções.
Não fique fora dessa festa!
Eu vou, e você? Vem comigo?