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| Te amo, Chico! |
Tenho trauma, medo, pavor de cachorros.
Eu fui mordida na infância por um cão. Detalhe: o cão estava ao lado de seu dono, na calçada, eu desviei não querendo passar perto daquele cão ENORME e o dono disse confiante: " Pode passar menina, meu cachorro não morde". Passei, o que aconteceu depois é motivo de meu trauma até hoje. O cãozarrão, na guia, abocanhou minha perna de menina de 9 anos como se fosse o melhor pedaço de filé mingnon do mundo! O dono custou a tirar o cachorro de cima de mim, o machucado foi feio. Só preciso dizer que a calça jeans que eu estava usando, era meu uniforme escolar, foi para o lixo.
Meu filho de seis anos, todas as noites, pedia a Papai do Céu para ter um cãozinho.
Ver aquela cena, todas as noites foi me amolecendo. Eu sou uma mãe linha dura, mas confesso que faço tudo que posso, e que é bom para eles. Isso inclui vencer um trauma.
Pesquisei muito sobre raças, queríamos um labrador. Conversei com várias amigas virtuais e muitas me falaram do cruel mercado de venda de pets, e que há muito cachorrinho por aí precisando de um lar. Decidimos então pela adoção. Este vira latinha de 2 meses estava sendo doado num pet shop da cidade.
O moço de lá garantiu que ele era dócil, porque conhecia os pais, disse que ficaria de porte pequeno. Tinha o pelo curto, enfim, achamos o cão ideal para o Gui e para toda a família.
Aqui você pode ver como ele chegou aqui em casa.
O Chico é muito fofo, tem um olhar cativante e é muito, muito esperto.
Um mês depois que ele chegou aqui já estava com o tamanho que o moço do pet shop afirmou que ele ficaria adulto. Mas no problem. O Chico deu uma nova cara aos nossos dias, o Gui, que é mais pacato, agora corria e pulava com o cãozinho no quintal. Eu fazia o almoço vendo-os brincar na grama.
Aí o Chico foi crescendo, crescendo, e as brincadeiras de correr, pular e "morder" começaram a machucar o Gui. Ele começou a não querer mais brincar com o amiguinho. O Chico estava cada vez mais afoito, mais ansioso. Destruía tudo que encontrasse, desde colher de pau, a lençol. E isso foi virando uma bola de neve. Até meu marido, quando tentava brincar com ele, saia machucado.
Até que um dia, um amigo do meu marido, veterinário, aparece aqui em casa e conhece o Chico. Na hora, ele disse que o nosso cão era mestiço de pit bull. Que a única recomendação que ele tinha para dar era: "Devolvam-no ou arranjem alguém que o queira o mais depressa possível! "
Meu mundo caiu, o nosso mundo caiu. Eu, que tinha medo de qualquer cão, até do Chico, comecei a chorar. Eu amava o bichinho, apesar de não chegar muito perto, não porque não o quisesse, mas pelo pavor que sentia só de vê-lo se aproximar, a cena do cachorro me atacando voltava na mente e eu tremia inteira.
Mas eu o amava. Assim como todos aqui.
Marido não sabia o que fazer, conversou de novo com seu amigo e foram, munidos de fotos do Chico, a dois veterinários de Brasília, que confirmaram a genética de pitbuul e disseram claramente para arranjarmos um novo lar para ele. Os três veterinários, com muita experiência com raças como pitbull, e outras de "guarda", falaram da inconstância da raça, do temperamento agressivo, que ele, no caso, sendo macho, poderia um dia atacar nossos filhos.
Meu marido, arrasado, perguntou se eles conseguiriam um lar para o Chico. Um funcionário da clínica disse que tinha sim alguém para recebê-lo, só precisaria confirmar. Ficou acertado de meu marido, no seu próximo dia de trabalho, que cairia num sábado, levar nosso Chico para entregar na clínica em Brasília. Nós nos sentimos como tendo que entregar um filho.
Quando meu marido chegou em casa arrasado contando isso, eu comecei a chorar e desabafei no Twitter.
Aí entra a Luciana Klepa na história.
Essa moça, dedicou seu tempo, carinho e conhecimento para cuidar de mim, da minha família e do Chico. Ela nos muniu de informações, de indicações de sites e livros, me mandou emails com dicas, nos explicou o que é Adestramento Positivo. Nos mandou até emails com dicas de brinquedos para "desacelerar" o Chico.
Essa moça, a Lu, é apaixonada por animais, cachorreira habilidosa e dedicada. Ela nos relembrou que TEMPERAMENTO NÃO É DESTINO. Que os cães, assim como as pessoas, não são marcados indiscutívelmente por de onde vieram! Sempre há o que mudar, melhorar e ela nos mostrou como.
Graças a ela, descumprimos os conselhos de dois veterinários. Graças a ela, o Chico vive feliz e nos faz feliz demais.
Graças a ela, hoje ele, garoto muito inteligente, obedece comandos de sentar, deitar, ficar e não. Graças a Lu, eu estou vencendo meu medo, hoje dou ração e petiscos na palma da minha mão a ele. Acaricio esse pelo gostoso e faço cafuné neste menino dengonso.
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| Isso para mim é uma grande conquista! Dar biscoitos e ração assim, na boca, tem sabor de vitória pra mim e ele! |
Meus filhos brincam com ele, meu marido sai , no mínimo, uma vez ao dia para passear e correr com ele aplicando o Adestramento Positivo, dicas da Lu e as técnicas deste livro :
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| Estamos lendo e praticando. Ótimo livro, recomendo! |
Lu, você tem a eterna gratidão de quatro pessoas e um cão. Esta casa é mais feliz por sua causa! Obrigada, que Deus te abençõe e proteja e que você continue assim, protetora dos cãoezinhos.
Quer conhecer a Lu? Ela está no twitter: @luklepa
Quero também agradecer a Fernanda Reali, que no auge do furacão aqui em casa, me mandou um email compartilhando sua vivência com suas cadelas, que me deu dicas, que pergunta e se preocupa com meu cão.
Usei escapadinha, Elke. Um rosa lindo, cobertura ótima, dá para usar apenas uma camada e já cobre bem, mas eu sou exagerada e usei duas e mais uma de extra brilho por cima.
Veja mais histórias de amor com pets verdadeiros e de pelúcia na Blogagem de Esmaltes no blog da
Fernanda Reali
Hoje o post foi longo, te cansei, eu sei. Nem precisa comentar. Beijos e bom fim de semana!